segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


Eu, que cotidianamente nao penso na emoção do meu tempo, além  do agora;
filha da dor e do descaso, me consolo apenas no presente, pois o hoje ja me satisfaz.
Eu, que outrora nao me abria a um sorriso sincero, me solto, bolinhas de sabão no ar;
filha da luz e da restauração, vivo!
Eu, que sem promessas e contratos caminho, sentido o valor de cada tempo;
filha do dom/virtude da paciência.
Eu!
Eu que não amava, que nao sentia, que nao vivia, que nao agia, que nao me via 
Eu!
Eu que de passos leves e sereno, acompanho meu corpo e meu tempo, sem pensar no ontem e no amanhã
Apenas vivo! 

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